Sa Pilipinas: Parte 2

Chegada

Enfrentar 25 horas de viagem definitivamente não é fácil.

Ainda mais quando se viaja na classe econômica, tão apertado, impossível dormir e vem acompanhada de uma dor nas costas que só quem já fez uma viagem longa assim sabe. Voar é o primeiro estágio de uma viagem, por isso começo por ele. Saindo de São Paulo, voei por 8 horas até chegar a Johannesburg. Em menos de 2 horas já estava em outro avião com destino a Hong Kong – 13 horas de voo. Ao chegar no aeroporto de Hong Kong (que é absurdamente gigante – tem um trem pra circular la dentro!), também em menos de 2 horas tinha de estar em outro avião, finalmente, indo para Manila.

Mais 2 horinhas e estava pousando em um dos aeroportos de Manila.

Quando estávamos pousando, eu gostaria de ter prestado atenção em como é a vista aérea da cidade, mas algo parecido com uma pressão nos meus ouvidos não me deixou. Enfim. Pousei. Toda a burocracia para poder finalmente encontrar com meu namorado. Ta bom, não foi tão lindo e poético assim. Fiquei uma hora e meia mais ou menos tentando me achar ali. Meu celular ficou sem bateria e eu havia esquecido o carregador no Brasil: Perfeito! Achei um balcão de informações onde, por obra divina, trabalhava um moço que também tem um Blackberry e estava com seu carregador a mão. Pedi pra ele carregar meu celular um pouco, abri o computador e fui tentar um jeito de me comunicar, pois queria sair dali.

Achei uma amiga filipina online no Facebook, ela ligou para meu namorado e me orientou. Pronto: Descobri o segredo: Nesse aeroporto não é permitido entrar para buscar pessoas que chegam. Aí pronto, saí, o encontrei, beijinhos beijinhos, abraços abraços, VAMOS PRA CASA! Chegamos ao apartamento, sem moveis. “AI MEU DEUS, EU PRECISO DEITAR EM UMA CAMA!”, minhas costas gritavam! Emprestamos um colchão dos vizinhos, banho e cama, digo, colchão no chão. E como faz calor nesse lugar, minha nossa! Quem já pisou em Salvador conhece muito bem lugar quente, mas venha pras Filipinas e seu conceito sobre calor irá mudar, com certeza. É calor, é quente, é totalmente muito quente e abafado! Tanto que praticamente não existem chuveiros elétricos aqui. Minha mãe comentou sobre isso certa vez “Nossa, que país sustentável”. Não, mãe, é apenas desnecessário banho quente, as pessoas aqui morreriam. Dormir à noite é um pouco complicado porque detesto ventilador, mas se o desligo, fico suando litros até morrer de desidratação. Pra resumir, faz calor pra caralho nesse país!

Diferenças entre Manila e Bulacan

Manila é a capital das Filipinas, é uma cidade muito grande, é uma cidade com prédios, poluição, trânsito, coisas lindas e coisas horríveis contrastadas como em qualquer cidade grande, exemplo São Paulo. Bulacan é cidade onde meu namorado mora, fica a 2 horas de Manila e provavelmente ele me xingaria se entendesse português e lesse esse texto. “Não é cidade Grace, é uma província”. Ta, qual a diferença? Como eu não sou tão boa em termos, pedi pro meu namorado me explicar, então, o que que tem chamar de cidade. Bulacan é uma província das Filipinas, como um estado, mas não é um estado. Dentro dele há vários vilarejos, por exemplo, meu namorado mora em San Idelfonso. Ta, é complicado, chega! Bulacan parece um bairro rural da minha cidade no Brasil. Tem galo cantando o dia todo, poucos carros, tudo meio informal, por exemplo, nunca se vê motoqueiros de capacete por aqui.

Por aqui o ar é menos poluído, você não corre o risco de ser atropelado, se dorme com a casa aberta, a noite, normal. Mas também não tem muito o que fazer. Quando estamos aqui, geralmente aproveito pra atualizar meu facebook, falar com amigos e familiares, descansar, economizar dinheiro, essas coisas. Já em Manila, é possível fazer de tudo, assim como em São Paulo, se encontra de tudo. Basicamente, Manila é onde saímos pra nos divertir sem entrar em méritos culturais, já Bulacan é totalmente o oposto.

Transito e meios de transporte

Quem critica o transito no Brasil não sabe como tudo poderia ser pior. Não chega a ser algo como na India, mas é um caos. Raramente se vê semáforos, faixa de pedestre é um sonho, quase fui atropelada diversas vezes. Seta é luxo, não existe radar de velocidade, nem guardas que multam por dirigir sem cinto. Nos não temos carro, sempre utilizamos transportes públicos: Ônibus, metro e, o mais interessante e arriscado: O Jeepney. Jeepney, o mais comum por aqui, é um Jeep daqueles grandes. Na verdade não sei explicar direito, só vendo (abaixo). Os motoristas são sempre duvidosos, aqueles com unhas do mindinho enormes, que dirigem de chinelo, fumando, enquanto cobram o passageiro e gritam seu destino para atrair mais gente. Na primeira vez é assustador, você acha que vai morrer ali.

Eles correm, furam filas no transito, e parecem nunca estarem prestando atenção. Mas os Jeepneys são fofos. Sempre são coloridos, com desenhos, meio bregas, mas icônicos. E é muito barato! Geralmente pagamos 20 pesos (equivalente a aproximadamente 1 real) pra percorrer uma distancia considerável. No final das contas, Jeepney é um símbolo das Filipinas, se vê muito nas ruas, são divertidos, rápidos e baratos. É impossível vir parar dessa lado do mundo e não andar de Jeepney!

Jeepney

Continua…

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