Sa Pilipinas: Parte 4

Boracay

Qual é a palavra para o lugar mais bonito em que já estive? Eu poderia emprega-la com propriedade. Boracay é simplesmente deslumbrante. No dia 13 de fevereiro saímos de Manila, pegamos um avião e fomos para Boracay, um pedacinho maravilhoso das Filipinas. Não tínhamos reserva em hotel, esperamos chegar la para resolver.

Chegamos, descemos do avião, pegamos um barco e estávamos dentro do paraíso. E la vamos nós procurar um lugar pra ficar. De cara já encontramos um moço que nos ajudou – carregou minha mala e tudo, e nos arrumou um hotel bem baratinho que era, meio longe da praia, no 4º andar (de escadas assustadoramente ingrimes), mas estava de bom tamanho, afinal não pretendia passar muito tempo no quarto. Até esta altura, estávamos dentro da cidade, que é, como sempre, aquela loucura de triciclos passando por todos os lados, eu mesma peguei um pra chegar mais perto da praia. Assim que deixamos nossas malas no quarto, falei “vamos logo, não quero perder um momento deste lugar”. Eu já tinha visto fotos de la de um amigo filipino, a bordo, e fiquei maravilhada só de olhar assim, uma imagem dentro de um computador.

Fomos pra beira da praia. E foi quando eu senti aquela vontade de ficar ali, só olhando, por horas. A areia é tão clarinha, combina perfeitamente com aquela água verde, bem verde e absolutamente limpa, tão clara que era possível ver tudo abaixo. Na realidade, Boracay se resume a um enorme corredor de tendas, hotéis e barzinhos a beira da linda, linda praia (é preciso mais de um linda pra adjetivar aquela belezura!). No mar, caravelas e barcos, que pareciam que só estavam ali pra completar o visual.

O que mais me chamou a atenção la foram as cores. Quem não sabia melhor poderia ter achado que eu estava numa viagem de LSD. Não há comparação com ver em uma foto. Quando meu amigo me mostrou as fotos, achei lindo, mas ver pessoalmente é formidável. Sim, tudo isso foi o que senti nos meus primeiros minutos lá.

E então, estendemos a nossa canga, e eu fui logo dizendo que não ia entrar na água. Afinal, todos sabem que eu nunca entro na água. Gosto de praia, pra ficar meditando na areia, lendo, olhando o vai e vem de gente. Mas não da pra resistir! E que água maravilhosa. Fiquei horas por la. Depois disso, bons castelos de areia, sereias, tartarugas e muito mais. Foi uma tarde linda com tudo que amo: ele, beleza, tranquilidade, algo novo.

A noite resolvemos conhecer um barzinho dali. Fomos ao Juice bar. É fofo, puffs no chão, meia luz, caipirinha, o que mais posso pedir? Adoro esse tipo de bar estilo informal (chinelo, cara limpa e gente feliz!). Chega de maquiagem e salto, gosto mesmo é de pé na areia.

No outro dia, nosso casal de amigos chegava. Esqueci de mencionar, no dia 14 de fevereiro é comemorado o dia dos namorados, nas Filipinas, assim como nos EUA, o Valentine’s Day, por isso marcamos essa viagem de dois casais. Então eles chegaram, já haviam visitado Boracay diversas vezes, por isso, nos tiraram daquele muquifo onde nós estávamos hospedados e, incrivelmente, nos levaram pra uma pousada linda, de frente para a praia. Ficamos em uma cabana muito da fofinha pagando o mesmo valor – mágica, no mínimo.

Fomos almoçar juntos, conhecemos o hotel muito luxuoso da cidade e ganhamos um almoço for free! A tarde fomos pro Zorbing! Eu também não sabia o que era, mas descobri. Zorb é uma bola enorme feita de uma espécie de plástico. A gente entra nela, te prendem com cintos de segurança e te jogam, e você sai rolando até aparar numa piscina. Sim, parece e é muito divertido!

Depois, fomos andar de quadriciclo, pena que não podíamos apostar corrida (eu ganharia com certeza!). No outro dia, fomos fazer um passeio de barco, snorkeling e o que tenho direito! Sim, eu vi o Nemo! Sim, eu não sei nadar por isso fiquei a maior parte do tempo paralisada debaixo d’agua. E também vi a Dori. Eu vi tanta coisa! Nunca tinha feito isso. E aquela água muito verde, a gente estava no meio do oceano e se viam as pedras no fundo. Incrível! Ficamos a manhã toda assim. Depois, fomos passear pelas lojinhas e os meninos foram pro quarto beber uma cervejinha enquanto as meninas foram deitar na areia e pegar um bronze. Fiquei horas sentada na areia, olhando pra tudo, mais uma vez parecendo uma louca de ácido e percebi que quase não haviam turistas filipinos, a maioria dos turistas eram europeus. Fiquei fazendo uma coisa que eu adoro: tentando adivinhar de onde as pessoas são. Gosto de olhar fisionomias, maneiras e tentar dizer de onde as pessoas vêm. Muitos, mas muitos norte europeus. Dava pra perceber porque estavam todos vermelhos, queimados de sol. Muito loirinhos e branquelos, que já estavam há tempo debaixo do sol. Também se via muitos coreanos. Aprendi a diferenciar asiáticos com meu namorado, coreanos tem os olhos mais “abertos”. Enfim, foi uma tarde imensamente agradável. E, uma massagem depois, fomos comer num restaurante típico Filipino, com arroz sem tempero de colher e garfo, como tudo deve ser.

Depois resolvemos fazer o que chamam de “Bar Hopping” e que ideia!

Bar Hopping é a “arte” de pular de bar em bar numa mesma noite. Um drink aqui, outro la, e assim até ficarmos exaustos. Mas poxa vida, precisávamos conhecer de tudo e só tínhamos mais aquela noite. No primeiro bar, música ao vivo, que bandinha mais simpática. Alguns gringos subindo no palco pra dar uma canja e tal. Eu, que não largava minha preciosa e brasileira caipirinha, só nesse bar tomei 3.

Próxima parada: Um bar no estilo balada louca. De frente com a praia, muita musica eletrônica pop bem alta, gente dançando na pista, se pegando e etc etc. Senhoras e Senhores, a brasileira em mim gritou! Puxei minha amiga filipina e comecei a ensinar nosso gingado. Continuei nas caipirinhas, queria ser patriota. Mas aí, vimos no cardápio um troço chamado “Adios Mother Fucker”. E porque, em nome de Jesus, eu pedi 2 desses? Era um copo aaltíssimo e azul com Vodka, Rum, Gin, Tequila, Curaçao Blue e Soda. Pense numa mistura diabólica!

Eu, que já tinha bebido 6 caipirinhas, já estava bebendo cerveja Red Horse (uma cerveja filipina, muito forte) no bico da garrafa, surtei e tomei 2 Adios Mother Fucker. No final fomos a 4 bares naquela noite (mas eu só me lembro de dois). Não faço a menor ideia de como e onde eram os dois outros bares que fomos.

A última cena que vem a minha cabeça é a de mim mesma cruzando com meu namorado no banheiro enquanto eu vomitava na pia – talvez, mas só talvez eu tenha usado o banheiro masculino a noite toda. No outro dia, acordei toda molhada na cama, com o joelho absolutamente muito esfolado e grudado no lençol. Meu namorado e nosso casal de amigos disseram que me perdi depois do segundo copo daquele drink do capiroto, enquanto dançava muito sensualmente com todos os caras da festa e levantava meu vestido (mostrando que estava, de fato, com uma calcinha fio dental.

Depois disso, fiz o mesmo nos outro dois bares e na volta, resolvemos andar pela areia até chegar a cabana. Inventei de correr e adivinhem quem quase quebrou a perna? Sim, fui eu! Meu namorado me pegou e me colocou no ombro. A essa altura, meu “tomara que caia” já tinha caído, de fato. “Me poe no chão, me poe no chão, eu to bem!” eu gritava. Meu pedido foi atendido, voltei a correr e a cair e isso se repetiu por 5 vezes. Sim, foi a PIOR ressaca da minha vida! O pior é que tínhamos de pegar nosso voo na manhã seguinte. Como um zumbi, tomei meu banho de 3 horas, vomitei por 30 minutos e fui embora. Achei que ia morrer, por 2 dias. A ressaca desse troço azul e de cerveja filipina, minha gente, não é brincadeira.

Mas, posso dizer que sobrevivi a Boracay e que foi lindo, muito e muito lindo ter estado la!

Continua…

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