Mercado de Trabalho

Seguimos trancados
em banheiros
Doando trocados
quase inteiros
Pra migalhas de sonhos
Pra artistas risonhos
Que arrancam sorrisos
Mas não nos completam.

Seguimos guardados
a sete ou mais chaves
Seguindo parados
chutando nas traves
Com esperança mas medo
Contando segredos
contando nos dedos
os que são verdade.

Mas seguimos mudados
ao menos em partes
Tentando, atrasados,
olhando os encartes
Pra não ter o trabalho
de ver quanto eu valho
ou quanto me pagam
por essas palavras.

Porque não só faço poemas.

No mais nos movemos
pra mais perto e mais longe
do desfecho e do início
respectivamente.
Não importa. Seguimos
alheios, dementes.

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