Evander Holyfield

Não fosse essa fase, o garoto da longa proeminência laríngea passaria na frente da F. e ela nem via. A F. não trocaria tanto a calcinha. A F. era bem mais focada. Tem dias em que a F. sai de casa, alguém fala será-que-chove-hoje? e ela realmente pensa no precipitar das águas e não no precipitar das roupas. Passa o gatinho a F. desmonta os olhos da cara, só falta lamber com a testa a bonita, a cheirosa, a perfumada lá. Depila todo dia a interpretação de texto do chefe dela, que quer chamar geral pra happy hour, justo hoje que a barraca tá armada, que a parada é segurar. Segurar a língua na boca, guardar as plásticas proteções no fundo da carteira. Mofa que nem madeira na chuva, ah a chuva! F. seca os filtros depois de passar um cafézinho. F. está surrealista, artista, tá na lista, no caminho pra se afogar. F. pensou consigo que faz a Charlotte, que queria era o bote que nem cobra desses cabra que passa e repassa na hora que F. quer se atentar. Limpa as baba da boca, não usa direito concordância dos artigo com os nome. Passa fome, lindinha, passa sede. F. queria fazer feat., chamar a presença esporádica de um macho, quiça sossegar o facho, ficar na boa. A F. perde o foco, às vezes, coitada, finge que não engoliu um palmo daquele moleque dentro da cabeça. F. até pensa em variar de vez em quando, fazer o beat a mando da sua crença. F. coitada, F. Faz carreira solo…

Bate a cabeça da F. na cabeceira, vai? Abre a toneira da F.
Menina que desvozeia fricativa torce pra explodir bilabial.

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